domingo, 30 de setembro de 2012

Quem eu sou?



Não sou tão frágil, nem tão forte

Não sou insensível ou emotiva,
Estou além do meio termo,
Sou a controlada que não é controlável
Infelizmente você sabe muito pouco de mim
Por que não se aproxima?
Não sei se sou eu que me distancio ou você que não tenta
Tenho o pior tipo de egoísmo eu sei
E não me aproximo se não quero estar perto
Sou uma contradição, uma confusão,
Sou feliz por existir, e por coexistir, mas não sei depender
Se me sinto sozinha continuo assim,
porque o sol sempre nasce depois de uma noite sem lua

Não me preocupo em demasiado comigo,
Não guardo rancor ou lembranças
Não fico chateada com o que você faz ou pode fazer,

Não me importa.
Como eu disse: o sol sempre nasce depois de uma noite sem lua

Já passei por coisas ruins e ainda respiro
Há muito tempo cansei de perguntar o porquê,
o que eu faço?
Sigo em frente, deixo para trás o passado que me acompanha,
encontro novas perspetivas e continuo andando!

Porque o Sol sempre nasce depois de uma noite sem lua!



A vida no Automático

Um sorriso pronto e preparado
a alegria para se ver
a dificuldade para sentir
A vida no automático
uma vida mecânica
sem som, sem voz, sem luz
o que esperar dessa vida?
Porque não querer?
sorrisos plásticos dizendo para todos que tudo está bem
mascarando a realidade
pondo maquiagem para seguir a modelagem do mundo
sem sentir, sem sentido
Quem se importa com o que existe por baixo da aparência?
Quem se incomoda em ver um pouco além da superfície?
è mais simples deixar a vida como estar:
uma vida no automático