Queria amar tão loucamente, que em algum momento eu não poderia contar minha vida em anos.
Gostaria de ter filhos, amá-los como a mim mesma, e vê-los voar pelo mundo tocando a vida dos outros com esse amor.
Gostaria de saber o suficiente para ensinar tanto quanto fosse possível e útil aos outros, ao ponto em que o conhecimento fosse só um detalhe das vidas que trocaram transformações entre si.
Gostaria de viver um dia em cada lugar, e deixar algo de bom ao ir embora, de tal forma que eu ainda estivesse ali.
Gostaria de ter coragem para que os medos e preconceitos não me contaminassem, para que eu pudesse lembrar que impossível é só mais uma palavra para “incomodo demais para ser tentado”.
Queria viver mais nos ritmos que escuto na minha cabeça, e dançar nas cores que vejo em cada nota.
Só queria extravasar os limites desse corpo mortal, e tocar na dimensão em que tudo é recebido com o sorriso de quem sabe que tudo se transforma em bem.
Gostaria de usar bem a lei da inercia e continuar em movimento mesmo depois de gastar toda força.
Gostaria de dançar como se estivesse sozinha, mesmo que segurando a sua mão.
Dança comigo?
Eu só queria transbordar toda essa loucura real, fantasia apaixonada que vive em mim desde sempre e está represada pela necessidade de viver.
Essa vida é pouca para toda essa vida contida dentro de mim.
Eu só queria viver mais!

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